sábado, 12 de maio de 2018

7º Ano - Monarquias do Ocidente Europeu Medieval.

Introdução à Baixa Idade Média.


A Idade Média corresponde ao período do século V ao século XV. No entanto, para facilitar os estudos sobre essa idade, os historiadores subdividiram a Idade Média em duas partes. Do século V ao século X, compreende a Alta Idade Média - período de invasões, desagregação do Império Romano, formação da sociedade feudal (Feudalismo). A partir do século XI ao século XV, foi denominada de Baixa Idade Média.

A baixa Idade Média é caracterizada pelo fim das invasões bárbaras, em especial, dos normandos, magiares e sarracenos. Neste momento esses povos tendem a estabilizar e aos poucos, surgem as primeiras monarquias medievais. Entre elas, o Sacro Império Romano - Germânico, a França e a Inglaterra. 

Como vimos durante o feudalismo, a Igreja Católica ampliou seus poderes e seus limites. Contudo, aos poucos o poder do clero passou por um processo de reestruturação e reforma. Outro aspecto importante desse período é a formação das Cruzadas, movimento político, econômico e religioso que tinha como objetivo resgatar os lugares sagrados (Jerusalém e o Santo Sepulcro) das mãos dos muçulmanos (os infiéis do ponto de vista dos cristãos). Devido as Cruzadas, houve uma dinamização das relações comerciais entre o Ocidente e o Oriente. 

A partir do século XI ocorreu o Renascimento Comercial, quando as rotas de comércio do Mediterrâneo se tornaram importantes e lucrativas. Constitui-se na Europa, "um grande mercado consumidor de luxuosos produtos orientais, como seda, tapetes, joias e principalmente especiarias, como cravo, canela, pimenta-do-reino, gengibre, etc." (Toda Matéria, 2017)

No entanto, mesmo com grandes avanços nas áreas econômicas devido ao ascensão do comércio, graças ao Renascimento Comercial e Urbano, um conjunto de fatores acabou levando a Idade Média  ao seu fim,  esse período ficou conhecido como a Crise do Século XIV. 

Sacro Império Romano-Germânico


O Sacro Império Romano-Germânico era uma monarquia de caráter feudal que durou de 800 até 1806 na Europa Central e parte do Norte da Europa. No auge, incluía os atuais territórios pertencentes à Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, República Checa e República Eslovaca. Incluía, ainda, a Eslovênia, a porção leste da França, a parte norte da Itália e oeste da Polônia. Constituía uma centenas de condados, ducados, principados e cidades imperiais.

Abrangência de territórios no auge de poder do Sacro Império Romano-Germânico


Carlos Magno e o Império Carolíngio


A criação desse império multilíngue começou em 800, ano da coroação de Carlos Magno pelo Papa Leão III. O ato representou a restauração do Império Romano do Ocidente. Era o início do Império Carolíngio. O conglomerado resultou da dissolução do Império Franco, na sequência do Tratado de Verdun, assinado em 843. O império foi dissolvido em 1806, em decorrência das Guerras Napoleônicas. A essa altura, abrangia os territórios que hoje pertencem à Bélgica, Croácia, Itália, Holanda, França e Polônia.

Política

A unidade política defendida por Carlos Magno era embasada no cristianismo. A dinastia carolíngia perdurou até a morte de Carlos, o Gordo, em 887. Em seu lugar é coroado Otto I, o primeiro Imperador da extensão territorial denominada Sacro Império Romano-Germânico. Otto I era duque da Saxônia, rei da Alemanha e Itália. A coroação, presidida pelo Papa João XII, só ocorreu com a garantia da independência dos estados pontifícios.

Sociedade

O império era uma monarquia eletiva. A coroação do imperador estava subordinada ao Papa e entre os alemães permaneceu, até a dissolução.  Era dividido em muitos territórios governados por herdeiros nobres, príncipes-bispos ou cavaleiros. O imperador era eleito por um seleto grupo. Muitas regiões mantinham a hereditariedade do sucessor. Foi assim com a dinastia dos Habsburgos, cuja linha sucessória iniciada em 1452 não foi interrompida.

Características

  • Divisão em territórios e principado
  • A regência era realizada por príncipes, condes ou cavaleiros imperiais
  • Os imperadores consideravam-se continuadores dos imperadores romanos na defesa do governo e apoio à Igreja
  • Era semelhante a uma confederação
  • Composição étnica diversa
  • Diversidade cultural
  • Diversidade linguística
  • Influência direta do papado
  • Poder real sujeito à autoridade divina
  • União entre Igreja e Estado
  • Modo de produção feudal
  • O comércio apresentava um sistema administrativo e judicial
  • Arquitetura das cidades focada no militarismo

Caminho da França e sua Monarquia

As principais armas dos soberanos para consolidar o poder central e enfraquecer o dos grandes feudatários eram seu prestígio junto aos camponeses, aos artesãos, aos burgueses e ao clero (interessados numa realeza forte, capaz de defendê-los da arbitrariedade dos grandes senhores) e a estratégica localização dos domínios reais: entre os cursos médios dos rios Sena e Loire, as mais importantes vias de comércio da França central e setentrional.

Isto favoreceu enormemente a aliança real com os comerciantes, além de enriquecer os soberanos, que cobravam impostos pelas mercadorias negociadas. Essa medida, oficializada no reinado de Filipe II Augusto (1180-1223), garantiu à coroa excelente fonte de renda.

Foi esse Capeto, além disso, que enfrentou os Plantagenetas – linhagem dos reis da Inglaterra; lutou contra os filhos de Henrique II, Ricardo Coração de Leão e João Sem Terra – e retomou os feudos ingleses em solo francês: Anjou, Normandia e outros.

Aliado à burguesia, combateu o poder dos nobres. Organizou um exército de mercenários e centralizou a justiça por intermédio de bailios e senescais, funcionários da coroa que aplicavam a justiça em nome do rei. Filipe IV, o Belo (rei em 1285-1314), regulou o direito dos burgueses (1287), garantindo seu apoio e simpatia.

Anexou a Aquitânia, feudo inglês em território francês, e vários feudos do Império Romano-Germânico na França. Taxou os bens do clero e proibiu a remessa de ouro e prata para os Estados Pontifícios, o que provocou sua excomunhão.

Vingou-se fazendo prender o papa Bonifácio VIII (Benedetto Gaetano) e impondo, após sua morte, em 1303, a eleição de Clemente V (Bertrand de Gol, francês); além disso, transferiu a sede do papado de Roma para Avignon, cidade do sul da França. Por quase setenta anos (1309-78), os papas ficaram à mercê dos reis franceses, no chamado Cativeiro da Babilônia.

Depois do caos, a reorganização

A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) interrompeu o processo de fortalecimento da monarquia na França. Os camponeses arruinaram-se e o comércio se desorganizou.

Eclodiram graves rebeliões: em março de 1358, os burgueses, tendo à frente Etienne Marcel, líder dos Estados-Gerais, pretenderam colocar a monarquia sob o controle de um conselho formado por nobres, clérigos e burgueses (os “três Estados”); em maio estourou a Jaqueria, sublevação de camponeses contra a servidão (“Jacques Bonhomme” era o nome dado pelos nobres aos camponeses).

A revolta foi brutalmente esmagada pelos exércitos da nobreza. Esta, atemorizada pela disposição revolucionária dos comerciantes e camponeses, passou a apoiar todas as reivindicações reais, e o poder político tornou-se mais centralizado ainda, reduzindo-se drasticamente as prerrogativas dos senhores feudais.


Guerra das Duas Rosas


A Guerra das Duas Rosas foi uma guerra civil ocorrida na Inglaterra entre os anos de 1455 e 1485. Os conflitos ocorreram pela disputa do trono inglês entre duas importantes famílias nobres britânicas: Lancaster e York.

O nome da guerra é em função dos emblemas que representavam estas duas famílias: Casa de Lancaster (rosa vermelha) e Casa de York (rosa Branca).

Causas

- Rivalidade histórica entre as famílias nobres inglesas: Lancaster e York;
- Disputa pelo trono da Inglaterra entre estas duas famílias.


Em 1455, a Inglaterra era governada pelo rei Henrique VI da Casa Lancaster. A derrota na Guerra dos cem Anos (1337 a 1453), a administração fraca e os problemas mentais apresentados por Henrique VI gerou um clima favorável para a disputa pelo trono inglês.

Ricardo, duque de York, se uniu a vários nobres ingleses e exigiu a renúncia de Henrique VI do trono da Inglaterra. Em 1455, Henrique VI organizou um exército para atacar Ricardo e seu grupo. Teve assim início a Guerra das Duas Rosas.

Durante os 30 anos, ocorreram várias batalhas e vitórias de ambos os lados. Milhares de ingleses morreram nos conflitos e a Inglaterra ficou praticamente dividida.

Com a derrota e morte de Ricardo na Batalha de Bosworth (1485), o vencedor Henrique Tudor foi coroado rei da Inglaterra (Henrique VII). O novo rei conseguiu colocar fim ao conflito militar e a disputa política ao se casar com Isabel de York, unindo desta forma as duas famílias.


Consequências

- Centralização política nas mãos do rei da Inglaterra;
- Fortalecimento da Dinastia Tudor;
- Formação da Monarquia Nacional na Inglaterra;
- Enfraquecimento do poder político de senhores feudais e nobres ligados às atividades rurais;
- Diminuição da influência inglesa na Europa;
- Aumento da influência dos comerciantes na vida política inglesa.


Retirado de:

https://www.todamateria.com.br/baixa-idade-media/
https://www.todamateria.com.br/sacro-imperio-romano-germanico/
https://www.meusresumos.com/historia/monarquia-francesa/
https://www.suapesquisa.com/historia/guerra_duas_rosas.htm



9º Ano - Revolução Russa




Revolução Russa



Queda da monarquia, Revolução de 1917, Bolcheviques no poder, socialismo, comunismo, Lênin, consolidação da revolução, formação da URSS, economia e administração, resumo

Introdução
No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois cerca de 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).

Rússia Czarista
Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.
Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.

A Rússia na Primeira Guerra Mundial
Faltavam alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia numa guerra mundial. Os gastos com a guerra e os prejuízos fizeram aumentar muito a insatisfação popular com o czar.

Greves, manifestações e a queda da monarquia
As greves de trabalhadores urbanos e rurais espalham-se pelo território russo. Ocorriam muitas vezes motins dentro do próprio exército russo. As manifestações populares pediam democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da monarquia czarista. Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder e assumiria Kerensky (menchevique) como governo provisório.

A Revolução Russa de outubro de 1917
Com Kerensky no poder pouca coisa havia mudado na Rússia. Os bolcheviques, liderados por Lênin, organizaram uma nova revolução que ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores. Muitos integrantes da monarquia, além de seus simpatizantes e opositores ao nascente regime socialista, foram perseguidos e condenados à morte pelos revolucionários.

A formação da URSS e as consequências da revolução
Após a revolução, foi implantada a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Seguiu-se um período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP (Nova Política Econômica). A URSS tornou-se uma grande potência econômica e militar. Mais tarde rivalizaria com os Estados Unidos na chamada Guerra Fria.
Após a revolução, a situação da população geral e dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à democracia. O Partido Comunista reprimia qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas. A falta de democracia imperava na URSS. Milhares de opositores foram perseguidos, presos e assassinados pelo governo bolchevique.
O regime totalitário soviético atuou até mesmo no campo da fé. O Estado Soviético agiu para enfraquecer o cristianismo e outras religiões, incentivando o ateísmo (nas escolas, meios de comunicação, locais de trabalho, etc.) e proibindo as religiões. O pensamento de Marx de que "a religião é o ópio do povo" foi seguido à risca pelo governo socialista soviético. Triste situação que perdurou durante toda a história da União Soviética, ou seja, de 1922 a 1991.


Os líderes da União Soviética durante o regime socialista:

- Vladimir Lenin (8 de novembro de 1917 a 21 de janeiro de 1924) .
- Josef Stalin (3 de abril de 1922 a 5 de março de 1953).
- Nikita Khrushchov (7 de setembro de 1953 a 14 de outubro de 1964).
- Leonid Brejnev (14 de outubro de 1964 a 10 de novembro de 1982).
- Iúri Andopov (12 de novembro de 1982 a 9 de fevereiro de 1984).
- Konstantin Chernenko (13 de fevereiro de 1984 a 10 de março de 1985).
- Mikhail Gorbachev (11 de março de 1985 a 24 de agosto de 1991).

Texto Retirado de: https://www.suapesquisa.com/russa/

6º Ano - Oriente Antigo: Mesopotâmia "Terra entre rios"


Mesopotâmia: Terra entre rios. 

Encravada entre desertos, a Mesopotâmia foi uma região de terras férteis graças às enchentes dos rios Tigre e Eufrates. Na época de cheia, esses rios transbordam, deixando uma camada de lodo que aduba as terras. 
De origem grega, a palavra mesopotâmia quer dizer "terra entre rios". O nome faz referência às terras situadas às margens dos rios Tigre e Eufrates. Esses rios nascem em regiões montanhosas do território turco e correm para o sul, atravessando áreas desérticas, até desaguar no Golfo Pérsico. 

 Por que é tão importante estudar a Mesopotâmia? 
Muitos historiadores consideravam a Mesopotâmia o "berço da civilização". Os povos que habitavam essa região inventaram a roda, organizaram as primeiras cidades, criaram uma das mais antigas formas de escrita e o mais antigo conjunto de leis conhecido, além de terem sido pioneiros nos estudos da astronomia. 

 A importância da Religião. 
Os povos mesopotâmicos eram politeístas, isto é, adoravam vários deuses. A vida na Mesopotâmia foi muito influenciada pela religião, tanto o dia-a-dia das pessoas quanto o desenvolvimento das ciências e das artes. Eles acreditavam que os deuses moravam no céu, e que de lá decidiam os nascimentos e as mortes, se choveria ou não, quem venceria uma guerra... Enfim, comandavam tudo que aconteciam no mundo. 
Para ficar mais perto do céu, a casa dos deuses, os mesopotâmicos ergueram templos altos e majestosos, chamados de zigurates. Na parte superior da construção, os sacerdotes praticavam os rituais sagrados e dali observavam o céu. Nas outras partes do zigurates havia celeiros, áreas para tratamento de doentes, oficinas de artesãos, etc. 

Diversos povos dominaram a Mesopotâmia Cercada por montanhas e desertos, a faixa de terras férteis da Mesopotâmia foi disputada e dominada por diferentes povos ao longo do tempo. Alguns desses povos se organizaram em reinos e grandes impérios, como os sumérios, os amoritas, os assírios e outros, mas nenhum deles se estabeleceu por um longo período na região mesopotâmica. A conquista persa, em 539 a. C., encerrou a era dos grandes impérios mesopotâmicos. 

Os sumérios 

Os sumérios foram os primeiros povos a se estabelecer na Mesopotâmia. Nessa região, a ação dos rios Tigre e Eufrates ao longo dos séculos deixara o solo ideal para a agricultura, o que explica que algumas das cidades mais antigas do mundo tenham sido erguidas ali. Com o crescimento da população e a diversificação das atividades, surgiram novos ofícios – como de comerciante, cesteiro, pastor, marceneiro, etc. Essas atividades eram administradas por funcionários a serviço do governante. Esses funcionários cuidavam da contabilidade, ou seja, do controle das operações comerciais e dos tributos. 
Eles criaram formas de notação que, por volta de 4000 a.C., resultaram na invenção da chamada escrita cuneiforme. A partir do ano 3000 a.C., diversas cidades foram constituídas no sul da Mesopotâmia, entre elas Eridu, Ur, Nippur e Uruk. Todas eram pequenos Estados autônomos governados pelo patesi, líder político, religioso e militar, uma espécie de rei. 
Além de terem inventado a escrita cuneiforme, os sumérios foram responsáveis por importantes conquistas da humanidade, como a invenção do arado de cobre, o uso da força animal na agricultura e a construção de diques e canais para levar água a regiões distantes dos rios. Eles estabeleceram também a divisão do ano em 12 meses, da hora em 60 minutos e do círculo em 360 graus; criaram o mais antigo sistema numérico da História, com base em 60 símbolos, e um calendário formado por meses lunares de 28 dias, que lhes permitia prever com bastante exatidão o melhor momento de semear e de colher. Atribui-se a eles, ainda, a invenção do vidro e da roda. 

Os Acádios

Enquanto os sumérios dominavam o sul, a região central da Mesopotâmia era ocupada por povos de origem semita, como assírios e acadianos. A partir de 2350 a.C., o rei da cidade de Acad, Sargão, unificou sob seu governo não só as cidades do centro, mas também as do sul. Nascia, assim, o Primeiro Império Mesopotâmico. Por volta de 2100 a.C., enfraquecido por revoltas internas, esse império foi destruído por povos inimigos. 

Os amoritas ou babilônicos 

Com o declínio do império fundado por Sargão, destacou-se na Mesopotâmia a cidade da Babilônia, habitada pelos amoritas, povo originário do deserto da Arábia. A expansão da cidade teve início por volta de 1800 a.C. Entre 1792 e 1750 a.C., um dos reis babilônicos, Hamurabi, unificou toda a região.
Dessa unificação surgiu o Primeiro Império Babilônico (1800-1600 a.C.), cujos domínios iam da Assíria, no norte, à Caldeia, no sul. Hamurabi passou a nomear governadores, unificou a língua e a religião e determinou que os vários mitos populares fossem fundidos em um único poema – a Epopeia de Marduk –, que passou a ser lido em todas as festas do reino. Além disso, reuniu as diversas leis e sentenças pronunciadas no império e unificou-as no Código de Hamurabi (Lei de Talião, "olho por olho e dente por dente"), um dos mais antigos corpos de leis de todos os tempos. 

Os assírios 

Os assírios foram o primeiro povo a constituir um exército disciplinado. Seu império chegou ao fim em 612 a.C., quando os babilônicos destruíram Nínive, sua capital. Principais imperadores: Assurnasirpal II, Salmanasar III, Senaqueribe, Assurbanipal. 
Domínio baseado numa extrema violência em relação aos inimigos que não se submetiam - e verdadeira ferocidade para com aqueles que se rebelavam. 

Os Caldeus ou Neoabilônicos 

Com o fim do Império Assírio, os babilônicos recuperaram o poder na Mesopotâmia. Esse período ficou conhecido como Segundo Império Babilônico (612-539 a.C.). Um de seus reis, Nabucodonosor (604-562 a.C.), expandiu as fronteiras da Mesopotâmia e conquistou Jerusalém. Após sua morte, o Império Babilônico entrou em decadência, até que, em 539 a.C., foi conquistado pelos persas. Aliança entre caldeus e medos destrói o Império Assírio; os aliados dividem entre si os territórios do norte e do sul desse império - coube aos caldeus a porção do sul, com capital na Babilônia, cujo palácio foi então embelezado com os famosos Jardins Suspensos. 
Principais imperadores: Nabopolassar, Nabucodonosor.


sexta-feira, 16 de março de 2018

Para Estudar - 8º Ano - Apresentações Reforma Protestante e A Colonização da América + Atividade Avaliativa.

Para estudar 7º Ano - Capítulos de 1 a 3 (Império Bizantino; Império Islâmico; Igreja Medieval)

Império Bizantino

"O Império Bizantino foi herdeiro do Império Romano do Oriente. Portanto, sua origem remonta ao final do século IV, mais precisamente ao ano de 395, quando o imperador Teodósio determinou a divisão do Império Romano. Enquanto o Império Romano do Ocidente ruralizava-se cada vez mais, processo acentuado com as invasões bárbaras (germânicas) do século V que, inclusive, fragmentou-o em vários reinos bárbaros, o Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla, mantinha-se desenvolvido com base em um dinâmico comércio marítimo. A mudança no nome, de Império Romano do Oriente para Império Bizantino, deve-se ao fato de Constantinopla ter sido estruturada em um local onde os gregos tinham fundado, alguns séculos antes, a cidade de Bizâncio. Como a cultura grega falou mais alto do que a latina no Império do Oriente, após a separação do ocidente, compreendemos porque é mais conveniente chamá-lo de Império Bizantino, no lugar de Império Romano do Oriente."
O governo de Justiniano
O Império Bizantino atingiu o auge de seu esplendor com Justiniano (527-565). Ambicioso, aliado à camada mercantil, empreendeu a reconquista do antigo Império Romano do Ocidente. Para tanto, organizou um grande exército e uma poderosa frota.
As conquistas de Justiniano objetivavam preservar as bases econômicas do Império do Oriente e restaurar a unidade do Império Romano. As relações comerciais entre as cidades do contorno mediterrâneo foram ativadas a partir das vitórias do general bizantino Belisário, que dominou o Egito e sua enorme produção de trigo.
O avanço militar prosseguiu sob a chefia de Belisário e de outro general competente, Narsés, que destruíram o Reino dos Vândalos norte da Africa) e o Reino dos Ostrogodos (Itália) e ocuparam seus territórios. O limite máximo da reconquista bizantina foi o sul da península Ibérica, tomado aos visigodos.


O Código de Justiniano

 Justiniano preocupou-se com a codificação do Direito Romano. Nasceu assim o Corpus Juris Civilis, elaborado por uma comissão de juristas nomeados por Justiniano. Nesse monumento jurídico, toda a legislação romana foi revista, corrigidas as omissões e suprimidas as contradições.
O jurista Triboniano dirigiu os trabalhos, que resultaram na edição de um Corpo de Direito, dividido em quatro partes: Digesto, Institutas, Novelas e Pandeclas. Essa obra sobreviveu ao Império Bizantino, servindo de base para quase todas as legislações modernas.

O Império Bizantino teve uma efervescente vida religiosa, em que as disputas doutrinárias eventualmente chegavam ao extremo da guerra civil. Justiniano defendeu de forma irredutível a ortodoxia cristã, combatendo com firmeza as duas heresias que lhe foram contemporâneas: no Ocidente, o Arianismo; no Oriente, o Monofisismo (este último apoiado pela própria imperatriz Teodora, esposa de Justiniano). Ambas heresias negavam a existência em Cristo de uma dupla natureza — divina e humana.
No século VIII, irrompeu em Constantinopla o movimento iconoclasta. Seu inspirador foi o imperador Leão III, que proibiu o culto das imagens e ordenou que elas fossem destruídas. Os defensores do culto sofreram violentas perseguições, mas as imagens acabaram sendo reentronizadas nas igrejas.
Com o passar do tempo, tomou-se cada vez mais difícil ao papa (bispo de Roma) impor sua autoridade sobre a Igreja do Oriente. A crise atingiu o clímax em 1054, quando o patriarca de Constantinopla, com o apoio do imperador bizantino, recusou-se oficialmente a continuar acatando a autoridade papal. Essa ruptura, conhecida como Cisma do Oriente, deu origem à Igreja Católica Ortodoxa, cuja doutrina é basicamente idêntica à da Igreja Católica Romana, embora haja diferenças no ritual e na organização eclesiástica.


Heráclio (610-641) foi o último grande imperador bizantino. Quando ascendeu ao poder, os persas haviam invadido a Síria, capturado Jerusalém e conquistado o Egito, comprometendo as rotas comerciais e as fontes de suprimentos dos bizantinos. Heráclio assumiu a ofensiva e retomou as áreas perdidas, empurrando o inimigo para trás do rio Eufrates.
Depois de Heráclio, o Império Bizantino iria viver uma longa agonia. No século VII, a expansão árabe sacudiu o Oriente Médio, com o pavilhão do Crescente submetendo as regiões compreendidas desde a Pérsia até ao Estreito de Gibraltar. A Palestina, a Síria e a África do Norte foram definitivamente perdidas. Enquanto isso, as migrações eslavas provocavam turbulências nos Bálcãs e os búlgaros estabeleceram-se ao sul do Danúbio.
Os séculos seguintes assistiram à luta de Constantinopla para sobreviver. Búlgaros, árabes, turcos seldjúcidas e mongóis encarniçaram-se contra o Império em crise, mas’ cuja capital ainda conservava uma incrível vitalidade econômica. Em 1204, os cavaleiros da Quarta Cruzada saquearam a cidade e fundaram um efêmero Império Latino do Oriente. Mas o Império Bizantino ainda conseguiu superar mais essa vicissitude, embora cada vez mais debilitado.
O fim veio em 1453, quando os turcos otomanos, dirigidos pelo sultão Maomé II, finalmente conquistaram a legendária Bizâncio. O último imperador, Constantino XII, pereceu enfrentando o inimigo.
"Nasceu no século IV quando o Império Romano dava sinais da queda de seu poder, principalmente por conta das invasões bárbaras nas suas fronteiras. Diante de tantos problemas, o Imperador Constantino transferiu a capital do seu império para a cidade do Oriente, Bizâncio, a qual mais tarde passou a ser chamada de Constantinopla. Apesar de essa mudança significar a queda do poder no Ocidente, a localização do novo lugar facilitava bastante o comércio da região, já que ficava entre o Mar Negro e o Mar Mármara, o que favoreceu muito a restauração da cidade e chegou a transformá-la em uma Nova Roma."

Império Bizantino em sua maior extensão (século VI).
Mas a manutenção de tão formidável império exigia grandes sacrifícios. Por outro lado, as vitórias no Ocidente foram comprometidas por algumas derrotas ante os persas, nas fronteiras orientais. Consequentemente, após a morte de Justiniano, o Império Bizantino viu-se forçado a abandonar gradualmente as regiões conquistadas, perdendo inclusive territórios que lhe eram próprios, seja no Oriente Próximo (para os árabes), seja na península Balcânica (para os eslavos).

As questões religiosas

No Império Romano do Oriente, a autoridade temporal (isto é, política), exercida pelo imperador, sobrepunha-se à autoridade espiritual (isto é, religiosa) do patriarca de Constantinopla, o que resultava na submissão da Igreja ao Estado (cesaropapismo).

A crise do Império Bizantino

Os sucessores de Justiniano mostraram-se incapazes de sustentar sua herança. Além das dissensões religiosas, os conflitos políticos e os golpes palacianos dilaceravam o Império. As conquistas ocidentais foram aos poucos abandonadas. A corrupção administrativa grassava; o caos econômico ameaçava instalar-se.

Fonte: 
https://www.estudopratico.com.br/resumo-sobre-o-imperio-bizantino/
https://www.coladaweb.com/historia/imperio-bizantino



terça-feira, 13 de março de 2018

Para Estudar 6º Ano - Capítulos 1 a 3 (Introdução à História; Pré-história; Paleolítico e Neolítico)

Capítulo 1 - Introdução à História.


Sobre o Tempo...

Leia o texto escrito pelo Professor Mestre Cláudio Fernandes cujo trabalho destaca a importância da História para a humanidade. 

"Para compreender bem o que é História e os motivos que a tornam uma disciplina importante, é necessário refletir um pouco, em primeiro lugar, sobre a palavra que a alicerça, isto é, que dá a base para pensá-la. Essa palavra é “tempo”. É imprescindível entendermos o porquê de o tempo ser um termo, ou melhor, um conceito de suma importância para a História. Para tanto, traçaremos uma diferença entre o tempo natural e o tempo humano.
Quando estamos aprendendo Geografia ou Biologia, geralmente estudamos conteúdos que nos permitem conhecer a formação geológica do planeta Terra, os bilhões de anos que nosso planeta levou para chegar a esse estado em que hoje se encontra, a origem das primeiras formas de vida, os seres vivos de grande porte que habitaram o nosso planeta há milhões de anos, como os dinossauros, entre muitas outras coisas. Pois bem, todos esses assuntos dizem respeito ao tempo natural, o tempo que não faz parte necessariamente da experiência humana.
Quando começamos a estudar História, geralmente nos deparamos, nos livros didáticos, com os temas relativos à Pré-História, isto é, à vida dos homens primitivos. Esses temas costumam nos dar uma noção importante, mas ainda distante, do complexo processo que foi a passagem da pura natureza biológica para a humanidade (ou para a História). Essa inserção científica do humano na esfera do natural pode ser observada sobretudo quando lemos nomenclaturas que enquadram o ser humano dentro da escala evolutiva natural. O termo Homo sapiens exemplifica essa inserção.
Entretanto, o tempo humano (que é propriamente o tempo da História) é diferente do tempo natural por ser fruto da percepção que temos da ação do tempo natural sobre nós. Um exemplo dessa ação é a velhice; outro, o mais extremo de todos, é a morte; ou seja, o tempo humano caracteriza-se pela consciência de que estamos, a cada momento, caminhando para a finitude, para a morte. É a experiência radical da finitude, da consciência da morte, que lançou o homem primitivo à produção de cultura, ao desenvolvimento da religião e à organização política.
Nenhum outro animal possui essa distinção entre o tempo da natureza e o tempo da História, pois os outros animais apenas vivem, seguindo instintos e sem consciência de sua própria morte. Os seres humanos, ao contrário, desde as comunidades mais remotas começaram a construir urnas funerárias e mausoléus, além de desenvolverem formas de comunicação e representação artística, como as pinturas rupestres. Isso ocorreu em razão da necessidade de registrar em símbolos a experiência que os diferenciava dos outros animais e da própria natureza.
O desenvolvimento da linguagem e da escrita também segue essa necessidade de expressão e articulação dentro do tempo. Os verbos, que exprimem ações temporais, seja no passado, no presente ou futuro, resultam de milênios de tentativas de preservar a memória das experiências passadas e relacioná-las com as expectativas depositadas no futuro. A consciência que temos de nossa radical experiência do tempo nos fez, ao longo da história, produzir inúmeros documentos e monumentos que pudessem resistir ao tempo e dar aos homens futuros o testemunho do passado. Há um provérbio egípcio que exprime bem essa experiência radical que temos do tempo e a diferença que há com o tempo natural. Diz o provérbio: “O homem teme o tempo, mas o tempo teme as pirâmides”."

Por Me. Cláudio Fernandes

Fonte: <http://escolakids.uol.com.br/tempo-natural-e-tempo-humano.htm >


Divisões da História

Para organizar o tempo e o trabalho do Historiador, a história da humanidade foi dividia em períodos:
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As fontes da História

Os registros de ações da humanidade são utilizados para investigar o passado. Desta forma, o historiador utiliza busca compreender o passado por meio da análise de fontes históricas. 

  • Fontes textuais ou escritas - Cartas, registros de nascimento, casamentos e morte, livros, jornais, etc.
  • Fontes materiais - objetos, construções, monumentos, meios de transportes, etc.
  • Fontes visuais ou iconográficas - desenhos, pinturas, esculturas, fotografias, etc.
  • Fontes orais - cantos, lendas, causos, contos, entrevistas, etc




A Origem dos seres humanos

Os ancestrais mais antigos do ser humano nasceram na África há milhões de anos. Esses hominídeos podem ser classificados em dois gêneros: Pithecus e Homo. O Gênero Pithecus é o mais antigo e foi descoberto aproximadamente 4 milhões de anos. Já o gênero homo foram encontrados fósseis de 2 milhões de anos. 

Vamos descobrir mais sobre a evolução do homem e a vida na Pré-história? Veja a apresentação abaixo:





Para compreender melhor sobre o Paleolítico e Neolítico veja outra apresentação em forma de mapa conceitual:




Assista também um vídeo que retrata o assunto estudado durante as aulas.